Sucessão Familiar: O Elo que Mantém a Agricultura Viva em Sarandi
- marketing trimarc
- 13 de dez. de 2024
- 3 min de leitura

Nesta semana, visitamos a propriedade Viticultura Corso, um exemplo vivo de como a sucessão familiar pode manter viva a tradição e fortalecer a agricultura familiar em Sarandi. Em uma região onde a agricultura familiar é a espinha dorsal da economia local, garantir a continuidade das atividades no campo é essencial para preservar a cultura, estimular a economia e produzir alimentos saudáveis e de qualidade.
A família Corso, com décadas dedicadas à viticultura, demonstrou que a passagem de conhecimento e paixão entre gerações é o segredo para o sucesso. Cada parreira cultivada na propriedade carrega histórias de dedicação, trabalho duro e amor pela terra, representando não apenas uma atividade econômica, mas um legado cultural que transcende o tempo.
De acordo com Elaine Colet, vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, praticamente toda a região de Sarandi é formada por agricultores familiares, cujas propriedades possuem até 100 hectares, enquadrando-se nos padrões da Lei da Agricultura Familiar. "Aqui, a agricultura familiar é mais do que um modelo de produção; é uma herança cultural transmitida de geração em geração, como no caso da uva e do vinho, que representam a essência de muitas famílias rurais", destaca Elaine.
Para muitos agricultores, o principal motivo de permanência no campo vai além do financeiro. “O que mantém as pessoas no campo é o amor pela terra, pelo espaço em que vivem. Claro que o financeiro é importante, mas não é o primeiro quesito. O carinho pela propriedade e pela agricultura é o que realmente move as famílias”, reforça Elaine.
Essa conexão emocional com a terra é o que diferencia a agricultura familiar do agronegócio. “Enquanto o agronegócio está centrado no capital, nós, da agricultura familiar, cultivamos o solo com paixão e produzimos alimentos como parte da nossa identidade cultural”, acrescenta.

Graciel Albino Maggioni, técnico da Emater, ressalta que a sucessão familiar é fundamental para manter a diversidade de produção e evitar a concentração de terras. “Sem sucessão, muitas atividades menores, como a bovinocultura leiteira e a agroindústria, se perdem. Já as propriedades com sucessão familiar consolidada conseguem diversificar suas atividades e prosperar, garantindo a continuidade da produção e da propriedade.”
A Emater trabalha constantemente para fomentar atividades que tornem o campo atrativo para os jovens, como a criação de agroindústrias e a diversificação da produção. Graciel explica que, além de gerar renda, essas iniciativas melhoram a qualidade de vida no meio rural, fatores essenciais para manter as novas gerações nas propriedades.

Ivandro Magnabosco, presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, destaca a importância do trabalho da entidade na luta pela valorização dos agricultores familiares e na promoção de práticas sustentáveis. “A Feira da Uva e da Agroindústria Familiar é uma das iniciativas que incentivam a sucessão e a permanência das famílias no campo, valorizando o trabalho de quem dedica sua vida à terra”, afirma.
Para que a sucessão familiar seja viável, é necessário garantir renda e qualidade de vida no campo. Jovens precisam de oportunidades para inovar e desenvolver novos negócios, sentindo-se valorizados e parte de um projeto que oferece estabilidade e perspectiva de crescimento.
A sucessão familiar, portanto, não é apenas uma questão de continuidade, mas de inovação e renovação. Com políticas públicas adequadas, apoio técnico e iniciativas como a Feira da Uva, Sarandi reforça seu compromisso com a preservação da agricultura familiar, promovendo um futuro sustentável e conectado às raízes culturais da região.
A Feira da Uva e da Agroindústria Familiar acontece nos dias 16, 17, 18 e 19 de janeiro de 2025, na Rua Coberta de Sarandi/RS.
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